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Digital 2026: O estado das redes sociais em Portugal

  • Foto do escritor: Matilde Assis
    Matilde Assis
  • 27 de mar.
  • 3 min de leitura

Os dados não mentem mas, por si só, também não contam a história toda. O mais recente Digital 2026 Global Report confirma uma mudança que já se vinha a desenhar: o digital deixou de ser apenas um canal de comunicação. Hoje, é o ponto de partida para a decisão.

E em Portugal, essa transformação é particularmente evidente.


Portugal: um mercado cada vez mais digital e mais exigente

Portugal conta atualmente com mais de 7,5 milhões de pessoas ativas nas redes sociais, um número que reflete não apenas adoção, mas integração no dia a dia, com os utilizadores a passarem, em média, mais de duas horas por dia em plataformas sociais e de vídeo.


Mas mais relevante do que a presença é o comportamento. Cerca de 65% dos utilizadores entre os 16 e os 24 anos recorrem às redes sociais para pesquisar marcas e produtos antes de tomar uma decisão. Isto significa que o primeiro contacto com uma marca já não acontece, necessariamente, num website ou numa loja... acontece no feed.


A descoberta deixou de ser linear. Tornou-se dinâmica, fragmentada e, sobretudo, influenciada pelo conteúdo.


A geração Mobile-first

Com 95,9% dos utilizadores de internet em Portugal a acederem através de smartphones, o comportamento digital é claramente mobile-first.


Isto tem implicações diretas na forma como as marcas comunicam. O tempo de atenção dos consumidores é cada vez mais curto, e o contexto de consumo mais disperso. Por isso, a experiência tem de ser imediata, intuitiva e relevante.


No fundo, não basta adaptar conteúdos para mobile. É necessário repensar a estratégia a partir do mobile.


A nova lógica das plataformas: atenção vs. alcance

O ecossistema digital não é homogéneo, e os dados ajudam a perceber o papel de cada plataforma.


O TikTok lidera o tempo de utilização em Portugal, o que revela uma preferência crescente por conteúdos rápidos, visuais e altamente envolventes. Mais do que uma rede social, tornou-se um motor de descoberta.


Por outro lado, o YouTube continua a apresentar o maior alcance, consolidando-se como uma plataforma-chave para visibilidade e profundidade de conteúdo.


Este contraste é relevante: Algumas plataformas captam atenção, enquanto outras constroem presença.


No futuro, as marcas mais eficazes serão aquelas que aprenderem a jogar (e bem) nos dois campos.


A decisão começa antes do clique

Um dos resultados deste relatório que também merece destaque é a mudança no momento da decisão.


Hoje, o processo começa antes da pesquisa tradicional: Num vídeo curto, num comentário, numa recomendação implícita...


As redes sociais deixaram de ser apenas canais de distribuição, para se tornarem verdadeiros motores de busca e validação.


Para as marcas, isto significa uma coisa: não estar presente nestes momentos é não existir, de todo, no processo de decisão.


O que é que as marcas precisam de fazer a seguir?

Perante este cenário, comunicar deixou de ser apenas uma questão de presença. Passou a ser uma questão de estratégia.


As marcas precisam de:

Posicionamento - Num ambiente saturado, só as marcas com identidade clara conseguem destacar-se.


Conteúdo com propósito - Publicar não chega. Cada peça deve cumprir um objetivo, seja gerar perceção, consideração ou ação.

Adaptação ao contexto - Não existe uma mensagem única. Existe uma mensagem ajustada a cada momento, plataforma e audiência.


Consistência - A relevância constrói-se a longo prazo.


Mais do que acompanhar tendências, fazer tremer

Os dados mostram o caminho, mas não substituem a visão. Na Trema Creative, olhamos para este tipo de informação como aquilo que realmente é: um ponto de partida para decisões mais informadas, mais estratégicas e, acima de tudo, mais impactantes.


Porque no digital de hoje, não basta estar presente. É preciso saber onde estar, como aparecer e o que dizer para realmente marcar.


No fim, é isso que separa marcas visíveis de marcas que fazem tremer.

 
 
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